terça-feira, 21 de setembro de 2010

Crise!


Desculpem, mas vou dar uma mudada de assunto no blog. Como felizmente posso dizer que a minha vida amorosa vai bem, obrigada, resolvi falar do que tá meio mal das pernas pra mim, não há de quê.

Bom, um dia desses, procrastinando profissionalmente no meu quarto, vi no nick do MSN de uma amiguinha a seguinte frase: "crise de 1/4 de idade" (desculpe, amiguinha, se roubei um assunto seu!). Não perguntei do que se tratava, então tratei de dar a minha própria interpretação.

Nós, recém-jovens, fresquinhos da escola, um ou dois porres pra contar, passamos por uma certa crise, a meu ver. Podem chamar de identidade, existência, falta-do-que-fazer, mas o fato é que não é nem um pouco legal. Bate uma insegurança, aquele sentimento confuso por estar passando por uma fase de transição, como acontece na famosa "crise de meia-idade". A diferença é a seguinte: em vez de estarmos fazendo um balanço da nossa vida, comparando nossos antigos sonhos com aquilo que realmente conquistamos e medindo frustrações com realizações, estamos enfrentando a construção desses sonhos e valores e o direcionamento da nossa vida nos próximos anos, ou décadas.

Vejam se vocês não se identificam: entramos frequentemente em discussões filosóficas, antropológicas, sociológicas, tendo leituras rasas de bons livros e análises profundas de blogs e textos aleatórios (como esse), criando teorias sobre a sociedade que vivemos, os vícios e modas que surgem e até os amigos e namorados(as) que desejamos ter. Estamos na fase de formular a nossa personalidade, moldar nossas convicções, esboçar nossa personalidade, abandonando nossas birras e preguicinhas de criança adolescente e escolhendo o que trazer dos nossos pais. Julgamos tudo, mesmo sem perceber, o que particularmente considero saudável se feito com sutileza e sem preconceitos (é, porque até os preconceitos são criados agora!), pois é aí que se criam as opiniões. É uma bagunça de conceitos, idéias e vontades, mas também é a hora de experimentar tudo e dizer do que se gosta e, principalmente, do que se não gosta (mas sem dorgas, por favor!).

Porém, é nessa hora também que se olha pra trás e se pensa: "Por que aquele não é mais meu amigo? Nós nos divertíamos tanto.." ou "Por que a minha relação com fulano é assim e não assado?".. É a hora de resgatar e trazer consigo os "amigos pra vida toda", e deixar pelo caminho aqueles que não te acrescentarão muito. Sem falar no quesito profissional, em que devemos traçar que direção seguir, e tomar cuidado para não se encontrar numa situação que não se previu e não tem mais volta. É o momento de conhecer o mundo, mesmo que esse mundo seja o outro lado da cidade, de descobrir outras realidades, ampliar a visão enquanto ela ainda é elástica. Ah, e claro, é hora de cuidar dos joelhos, como diz o Pedro Bial.

Enfim, não vou dar nenhum conselho, até porque eu mal comecei a minha grande crise. Fico por aqui com uma recomendação: aproveite enquanto as responsabilidades são poucas, a saúde é muita e a cabeça é fresca ;D

Um comentário:

  1. "aproveite enquanto as responsabilidades são poucas, a saúde é muita e a cabeça é fresca" e o coração bate rápido, empurrando alguns "erros" ou "falhas" que cometemos, devemos explorar bastante, mas, o que precisamos é ser sinceros. Seja sincero e honesto com você mesmo! Não tente se enganar, esse sim é o maior erro.
    ahhhh, uma dica: Cuide dos seus tornozelos.

    obs.: Qual das "garotas como você" está em crise de 1/4 de idade? Posso ajudar bastante.

    ;D

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