segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Chega de música



Ah, esse mundo de flertes em que vivemos. Cada pessoa mais interessante que a outra, nós queremos todas, desejamos todas. Seduzimos, inconscientemente, grande parte delas. Mas até que ponto isso não é nocivo?
Eu, como mulherzinha que sou, gosto da conquista. Adoro homem que sabe o que quer, que vai atrás do que te encanta, descobre sozinho um jeito de te fazer sorrir pensando nele às 3h37 da madrugada, depois de um dia cheio e monótono. Aquele cara que pesquisa todos os detalhes da tua vida, mas não te deixa descobrir de jeito nenhum. Não quer parecer maníaco-obsessivo – e, convenhamos, quem deixa a gente descobrir acaba mesmo parecendo um, e a gente logo se afasta com medo. Ou, num momento de fraqueza, se aproxima, suga dele um pouco de diversão, depois vai embora. Ah, não somos más. Somos humanas. Mas, enfim, voltando ao assunto do cara perfumado e inteligente que nos conhece de dentro pra fora e de fora pra dentro antes mesmo da nossa boca decidir se quer mesmo encontrar a dele. Ele, que te manda mensagens completamente simples e sem nada de mais, as tais que sempre nos deixam com a pulguinha atrás da orelha de que talvez ele não esteja mesmo a fim de você.
Aí é que entra a outra parte, a de que eu mais gosto, se me permitem desabafar: o contra-ataque. Porque mulher que é mulher tem, desde sempre e crescendo, um arsenal imenso de pensamentos, ideias e trejeitos que conquistariam o homem de seus sonhos. Então ela joga a isca. E, se o peixe (bofe, né) morder, obaoba!, chances são de que ele se encaixe em muitos requisitos que a gente pensou. Claro, tem aqueles tontos que mordem porque mordem tudo quanto é isca – facilmente identificáveis, atrevo-me a dizer, mesmo quando fingimos desconhecer, sabemos muito bem a raça desses. E tem aqueles outros que mordem porque nem sabem o que querem morder – joga esses fora também! Ou aproveita eles um pouco, já que estão perdidos mesmo e você, bom, você é humana, já disse. Só não vale desrespeitar ninguém. Cada liberdade dentro de seu perímetro.
Em raras vezes, O Cara vai aparecer. Aí, garota, agarra ele com todos teus artifícios, porque chances são – sim, desculpa contar – de que ele vai te deixar um dia. Ou você vai deixá-lo. Quem deixa quem na verdade não importa, o que acontece é que o lance mágico que vocês um dia tinham se vai. Na maioria dos casos. Então aproveita tudo. Chupa até o caroço, lambe os beiços e guarda os bons momentos para sempre. Mas ESQUECE as músicas. Por favor, não encrenque de que os dois precisam de uma canção especial, que os identifique. Não, não faça essa besteira. O cara vai, a música fica. Atormentando, assombrando, perseguindo. E sempre será nos piores momentos. Não adianta, você tem uma música do recôndito carioca, se muda para a Escandinávia, está lá, no maior clima com O Cara (outro, não o dessa primeira música), no terceiro drinque, já pensando se deve mesmo continuar a noite com ele, e me digam o que começa a tocar na porcaria do estabelecimento? Siiim, aquela musiquinha que uma vez já te deixou tão feliz, mas que ultimamente só trouxe lágrimas e desespero. Não, garota, segue minha dica: NADA de música.

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