domingo, 29 de agosto de 2010

Prazer, simplicidade!




   O post de hoje é mais um pedido por explicação do que qualquer outra coisa...
Primeiramente, eu queria muito saber quem inventou essa história toda de que mulher é complicada. Não! Não somos. Talvez muito um pouco. Contudo, homens não têm o direito de afirmar tal coisa. Foi-se a época, se alguma vez existiu tal, em que os homens eram simples, práticos e decididos. Ou talvez, seja eu  a azarada que só esbarrou com homens/garotos loucos, indecisos e completamente complicados.
 Hoje decidi deixar de generalizar um pouco e tornar  o post mais pessoal. Logo, passamos para as famosas (e desastrosas) experiências pessoais.
   Tenho quase certeza absoluta que todo mundo viu " Ele simplesmente não está  tão a fim de você". Sempre tive tendências extremamente realistas no quesito homens. Sempre fui aquela amiga que dá uns tapas de realidade na cara da outra quando ela começa a viajar e fantasiar coisas. Mas, quando nós somos o objeto de análise em questão, mesmo sabendo o que realmente se passa, não queremos dar o braço a torcer, certo? Queremos de qualquer maneira ser a excessão da regra.


Agora que vocês se perguntam:  'a onde essa maluca tá querendo chegar?'

Vamos criar um sujeito hipotético Mr. Ego Kanye. Digamos que o Mr. Kanye seja um ex-affair que virou um grande amigo.  De uma vontade vinda do além, Mr. Ego começa a manifestar um interesse estranho por você. Como por exemplo, ligar 11h da noite falando que está entediado e que vocês deveriam sair pra beber; ficar horas te dando sermão porque você nunca mais saiu com ele e com os seus amigos em comum.Chegar na porta da sua casa com um pote de sorvete e seu filme favorito só porque ela sabia que você estava de TPM. Te pedir conselhos e terminar com "não sei o que eu faria sem você." .Ficar ouvindo durantes horas e horas sobre os seus problemas pessoais mais banais e passando a mão na sua cabeça dizendo que tudo vai ficar bem. E por aí vai, um gesto fofo e suspeito  atrás do outro.. Neste exato momento,  acho que vocês estão pensando o mesmo que eu, ou :

1-  ele virou gay
2- tá querendo um revival

Mas, é neste ponto que entra toda aquela complicação que eu falei antes.. Finalmente, depois de várias propostas recusadas você aceita sair com Mr. Kanye. Pra que? Pra ele te pedir conselhos amorosos em relação a fulaninha!!!
Depois de tirar a idéia estúpida da cabeça, eis que começa tudo de novo. Dessa vez pior. A frequência que ele fala que tá com saudades aumenta, a atenção que ele te dá quando estão com os amigos é o triplo do que pros outros. Alheios começam a perceber certo interesse da parte dele. Quando você começa a falar do flerte do fim de semana, Mr. Kanye faz cara feia.. Suas amigas já dizem que vocês são "cheios de coisinha". Mas, não dá pra dar a cara à tapa (de novo). Não dá pra confiar... Você já enfiou na cabeça, muito tempo atrás, que vocês são melhores como amigos. Aí vem esse ser, cheio das graças, tentando te deixar doida. E depois Mr. Kanye tem a coragem  jogar na sua cara, toda vez que ele tem a oportunidade, que você é um serzinho peculiar e incompreensível. OI? Eu, né?!

Eis o apelo. Se alguém entender o que se passa na cabeça de uma criatura assim, explique por favor. Até que ponto a nossa mente distorce as coisas? Será que na maioria das vezes nós  nos enganamos e queremos ver tudo com as lentes cor de rosa do amor? Ou será, que  homens às vezes não sabem o que querem, e deixam todo mundo ao seu redor  maluco tentando descobrir? Será que Mr.Kanye tem o ego tão grande que é incapaz de assumir pra ele mesmo que ele está a fim de você ? Ou simplesmente, ele quer mil coisas ao mesmo tempo, que nem ele mesmo sabe o que quer?

Só sei de uma coisa em questão a relacionamentos (pelo menos os meus): não espere nada menos que complicação.

sábado, 28 de agosto de 2010

Padrões



Sou totalmente contra a inexorável afirmação feita por nós mulheres: HOMENS SÃO TODOS IGUAIS. Não, não são. Assim como mulheres não são todas iguais. Claro que a maioria dos homens tende a ser o destruidor de corações, tal qual a maior parte das mulheres tende a ser a vítima do relacionamento.

A questão é que cada vez que dizemos que todos os homens são iguais (leia-se: todos os homens são cafajestes, safados, pilantras, cachorros, e tantos outros adjetivos carinhosos que costumamos chamá-los) estamos, simplesmente, facilitando a vida deles.

Pense: ao colocar todos os homens como ruins, acabamos por elevar, indiretamente, cada um deles que faça um pouquinho a mais, ao nível de maravilhosos. Ser safado torna-se o normal e ser legalzinho torna-se algo extraordinário.

Faça fama e deite-se na cama, já dizia o ditado. Nós mesmas passamos a exigir cada vez menos dos homens, portanto, como em qualquer lógica óbvia, eles nos dão cada vez menos. E isso se torna um ciclo.

Da mesma maneira que permitimos o padrão da mulher perfeita, bonita, inteligente e pura. Ou seja, para as mulheres, um alto nível de cobrança coloca-se como o normal enquanto qualquer deslize nesses padrões nos torna inferiores.

Por exemplo, todos nós somos doutrinadas: NÃO DURMA COM O CARA NA PRIMEIRA NOITE. JAMAIS! Você já se perguntou se isso faz mesmo de você uma piranha? Será? Você mesma quer um cara pra sua vida que rotula uma mulher simplesmente porque ela estava a fim dele? Não somos nós mesmas que damos margens para esse tipo de rótulos cada vez que julgamos as amiguinhas que têm por hábito fazer isso?

Ou seja, homens só sobem de nível e cobrança e mulheres bacanas tornam-se comuns. Olhando mais fundo, homens cada vez “piores” conseguem mulheres cada vez “melhores”.

Não sou machista nem feminista. Não divido pessoas em homens ou mulheres. È justamente disso que meu texto trata. Questiono: são as diferenças realmente naturais que separam homens e mulheres ou acabamos por criar essas diferenças permitindo que as mesmas aprofundem cada vez mais esse abismo?

Meninas, não estou aqui defendendo os homens. Mas nós temos uma grande parcela de culpa. Estamos permitindo este avanço de homens que muitas vezes se recusam a exercer o cavalheirismo e a boa educação (ou seja, o mínimo).

Não tenha medo de pedir e requisitar. Isto serve para você também, homem. Não peça menos do que merece. Não queira menos do que dá. Relacionamentos são feitos de trocas. Dê, entregue-se, mas perceba se está recebendo em troca. Relacionar-se significa dar e receber. E para que um relacionamento cresça, é preciso que um dê e o outro, também, ainda mais. Permitindo uma constante expansão.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Sinais (não, não é o filme!)

 
Tentando esquecer a pressão de ser a última GCV (Garota Como Você) a escrever, resolvi falar um pouco de uma das coisas de que eu entendo: sinais. Fora dos meus dias loucos de TPM e/ou açúcar extra no sangue, acredito que sou observadora, daqueles tipos que preferem se sentar no fundo do cinema só pra não perder o interessantíssimo fenômeno antropológico de assistir a um filme com centenas de desconhecidos! (Ex: locutor: "... Disponível também em 2D". Menina-que-deveria-ser-expulsa-do-cinema: "O que é isso de 2D, gente???")

Como eu ia dizendo, sempre fui de perceber os pequenos sinais que as pessoas dão. Aquele menininho que gostava da minha amiga na 4a série, aquele colega que roubou no baralho, aquele professor que finge saber tudo o que se pergunta em sala... Enfim, são sinais que, se prestando bem atenção, se repetem nas pessoas e, uma vez que você pega o jeito, começa a decifrar dos sujeitos mais simples aos mais misteriosos!
O objetivo desse papo todo é que comecei a aplicar tal habilidade aos homens, que no fim das contas se mostraram objetos primários de observação. Por serem seres tão simples, a facilidade com que eles demonstram o que querem com o corpo chega a impressionar! Principalmente quando se trata de sexo do que fazer no fim de semana...

"Tá", vocês dizem, "então por que você não está casada, famosa e milionária?"

Mais simples ainda: porque nós, mulheres, temos uma tendência universal a enfiar nossa goela abaixo a interpretação que nós preferimos, ou pior, a nos apegar nas palavras (muitas vezes insatisfatórias) que eles dizem só pra nos fazer calar a boca pra ele ver o jogo/dirigir/dormir/jogar videogame, em vez de nos concentrarmos nos sinais que tantas vezes estão bem na cara. Claro que aí entra aquela coisa da paixão, que nos cega, enlouquece, e não nos deixa enxergar aquele MEGA defeito, aquela hesitação... Reconheço que não há escapatória se você tiver um pinguinho de romance no sangue.. Atrasa qualquer análise observatória em pauta!
O que quero dizer aqui é: esteja atenta. Claro que não é pra dar uma de detetive, analisar cada expressão, mexida no cabelo, posição das pernas, braços, orelhas.. Não dá uma de doida, amiga, assim você assusta o gato! Mas aprenda a ver por trás dos pequenos gestos, ou pelo menos faça aquela máscara enlouquecedora da paixão um pouco mais transparente, pra não levar susto depois.

Propaganda enganosa

Meu post não se dirige apenas às mulheres. Alguns homens mais sensíveis também podem achar algo de interessante aqui.
O caso é que a maioria das mulheres acaba por estar constantemente buscando um grande amor. E quando se está procurando algo aonde quer que você vá, obviamente, acaba por achar, o que não significa que  há qualidade no encontrado.
A vontade de fazer de qualquer simples caso ou qualquer investida masculina uma história de amor leva muitas mulheres a apostarem alto em um relacionamento que muitas vezes se quer começou.
Passamos horas e horas cogitando hipóteses, pensando quando o encontraremos novamente, quando ele vai nos chamar pra sair...e por aí vai.
A expectativa e o desejo de fazer as coisas funcionarem com essa nova pessoa, geralmente, acabam por direcionar tudo para o caminho contrário.
Já ouviram que muitas vezes o que perdemos é aquilo que mais tememos? O empenho é tanto que pode funcionar no caminho contrário e arrastá-la para um relacionamento insatisfatório ou fazer o cara sair correndo.
Fato que o grande segredo dessa vida é procurar o equilíbrio, seja lá em qualquer coisa que se faça. O importante é acharmos o tênue limite entre ser dedicado e não ser sufocador ou opressor.
Não estou aqui defendendo uma entrega parcial ou limitada, sou romântica e acredito e defendo a entrega total. Só cuidado! Cuidado com a entrega prematura.
É exatamente no início de um relacionamento que se fundam as bases e contratos do mesmo. É nesse momento que mostramos o que gostamos, o que buscamos e o que não queremos. Por isso essa busca frenética e cega pelo amor da sua vida pode ser prejudicial. Acabamos aceitando coisas que mais tarde não toleraremos, faremos coisas que no futuro não teremos paciência para repetir....
Aí está a importância de conhecer-se bem...quando nos conhecemos bem sabemos o que estamos buscando e aí é mais fácil de saber se estamos no caminho certo ou não.
Deixe claro quem é você e o que tem a oferecer. Tente enxergar bem quem é o outro e tente analisar bem os defeitos que ele possui. Pergunte-se se vale a pena, se é o que você procura, se está disposta a comprar o pacote com tudo que vem junto.
O conselho seria: pare de buscar. Viva e seduza a vida.... deixe as coisas acontecerem naturalmente e permita-se um tempo de análise antes de “comprar” uma pessoa pra sua vida. Pessoas são bens que não oferecem garantia, devolução, troca e não há quem seja culpado caso elas se revelem verdadeiras propagandas enganosas.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Amores Platônicos



Certo. Hoje, caminhando tranquilamente pela rua, meu Ipod resolve me mandar uma mensagem sutilmente...Embalada ao som de " what a girl wants, what a girl needs...", comecei a pensar: o que EU quero?
Pergunta indiscutivelmente estúpida, e óbvia, não!? Eu quero aquilo, que todas nós queremos...Um relacionamento estável, saudável, surpreendente.  Um cara inteligente, engraçado,carinhoso, lindo, bem-vestido, que ligue no dia seguinte, que nos elogie, nos surpreenda. O verdadeiro príncipe no cavalo branco.
Mas, é justamente  depois de um tempinho com esse príncipe que surge o meu problema.. Aquela mania dele de me chamar de " minha linda" ou qualquer outro apelidinho carinhoso começa a ficar extremamente irritante. O tão esperado telefonema no final da tarde, já não  é tão mais esperado assim. As mensagens no facebook, que antes eram respondidas instantaneamente, agora ficam lá, largadas; o tédio do meu apartamento passa a ser muito mais interessante do que qualquer saída com ele.
Não sei quanto a vocês, mas tenho uma grande tendência a arranjar paixões/amores platônicos.. Minha vida fica cinza sem um. Exageros à parte, eis o que acontece, não fico quieta até desplatonizar  a paixão platônica.Faço de tudo até conseguir. Golpe baixo de mulher? Ahaaamm. Assumo! Faço mesmo. Todas nós fazemos. Não canso de dizer, se os homens não valem nada. Mulher vale menos ainda. Usamos todos os artifícios possíveis e imagináveis pra conseguir o que queremos.
 Mais uma vez, passa um tempinho e já não é a mesma coisa. Sabe a famosa história "queria tanto que perdeu a graça!" ? Pois bem! Aí fico a me perguntar " mas o que aconteceu, você era tão interessante antes de nós ficarmos."  Faço mais uma vez, igual aos meus brinquedos de criança. Monto tudo, brinco 5 minutos, enjôo e deixo de lado.  Certas coisas nunca mudam...
Por isso que a Srta. Aguilera me fez pensar hoje. O que eu REALMENTE quero? Se fosse tudo aquilo dito anteriormente, eu não teria essa mania terrível de devolver o brinquedo pra loja no primeiro defeito. Desculpa a metáfora, mas já estava no ritmo.
A resposta? O que desejo pra mim, e pra todas nós é aquela ETERNA paixão platônica. Uma paixão que se concretize claro! Porque não podemos passar a vida inteira nutrindo um amor por alguém que não sabe dos nossos sentimentos.  Mas, mesmo se tornando palpável e real, que o cara que deixou de ser o amor platônico e ganhou o título de amor, nos faça sentir sempre da mesma maneira gostosa.Aquele friozinho na barriga toda vez que ele te toca, um sorrisinho sem graça toda vez que ele fala com você. Simplesmente, a mágica de se apaixonar de novo todo o dia. Isso sim, é o que toda garota quer.
 Ah, e uma dica de quem aprendeu na marra. A graça do amor platônico é ser platônico!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Chega de música



Ah, esse mundo de flertes em que vivemos. Cada pessoa mais interessante que a outra, nós queremos todas, desejamos todas. Seduzimos, inconscientemente, grande parte delas. Mas até que ponto isso não é nocivo?
Eu, como mulherzinha que sou, gosto da conquista. Adoro homem que sabe o que quer, que vai atrás do que te encanta, descobre sozinho um jeito de te fazer sorrir pensando nele às 3h37 da madrugada, depois de um dia cheio e monótono. Aquele cara que pesquisa todos os detalhes da tua vida, mas não te deixa descobrir de jeito nenhum. Não quer parecer maníaco-obsessivo – e, convenhamos, quem deixa a gente descobrir acaba mesmo parecendo um, e a gente logo se afasta com medo. Ou, num momento de fraqueza, se aproxima, suga dele um pouco de diversão, depois vai embora. Ah, não somos más. Somos humanas. Mas, enfim, voltando ao assunto do cara perfumado e inteligente que nos conhece de dentro pra fora e de fora pra dentro antes mesmo da nossa boca decidir se quer mesmo encontrar a dele. Ele, que te manda mensagens completamente simples e sem nada de mais, as tais que sempre nos deixam com a pulguinha atrás da orelha de que talvez ele não esteja mesmo a fim de você.
Aí é que entra a outra parte, a de que eu mais gosto, se me permitem desabafar: o contra-ataque. Porque mulher que é mulher tem, desde sempre e crescendo, um arsenal imenso de pensamentos, ideias e trejeitos que conquistariam o homem de seus sonhos. Então ela joga a isca. E, se o peixe (bofe, né) morder, obaoba!, chances são de que ele se encaixe em muitos requisitos que a gente pensou. Claro, tem aqueles tontos que mordem porque mordem tudo quanto é isca – facilmente identificáveis, atrevo-me a dizer, mesmo quando fingimos desconhecer, sabemos muito bem a raça desses. E tem aqueles outros que mordem porque nem sabem o que querem morder – joga esses fora também! Ou aproveita eles um pouco, já que estão perdidos mesmo e você, bom, você é humana, já disse. Só não vale desrespeitar ninguém. Cada liberdade dentro de seu perímetro.
Em raras vezes, O Cara vai aparecer. Aí, garota, agarra ele com todos teus artifícios, porque chances são – sim, desculpa contar – de que ele vai te deixar um dia. Ou você vai deixá-lo. Quem deixa quem na verdade não importa, o que acontece é que o lance mágico que vocês um dia tinham se vai. Na maioria dos casos. Então aproveita tudo. Chupa até o caroço, lambe os beiços e guarda os bons momentos para sempre. Mas ESQUECE as músicas. Por favor, não encrenque de que os dois precisam de uma canção especial, que os identifique. Não, não faça essa besteira. O cara vai, a música fica. Atormentando, assombrando, perseguindo. E sempre será nos piores momentos. Não adianta, você tem uma música do recôndito carioca, se muda para a Escandinávia, está lá, no maior clima com O Cara (outro, não o dessa primeira música), no terceiro drinque, já pensando se deve mesmo continuar a noite com ele, e me digam o que começa a tocar na porcaria do estabelecimento? Siiim, aquela musiquinha que uma vez já te deixou tão feliz, mas que ultimamente só trouxe lágrimas e desespero. Não, garota, segue minha dica: NADA de música.

Garotas como você



Pois então, pessoal. Toda mulher, quando junta demais, não consegue falar direito tudo o que quer - até porque a gente sempre quer falar indefinidamente, né? Mas ficam faltando aquelas histórias, as superdicas, os desejos, vontades e fantasias que todo mundo tem. Nós, garotas como você, também somos assim. E esse é nosso espaço para desabafar, sendo mentira ou verdade o que a gente conte.